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ManutençãoPor Equipe NSIT··5 min de leitura

De quanto em quanto tempo trocar a pasta térmica

Quando trocar a pasta térmica do computador: prazo, sinais de que venceu, o risco de adiar e quantos graus a troca costuma derrubar na temperatura.

Técnico aplicando pasta térmica no processador, com o cooler ao lado na bancada

A resposta curta: a cada dois anos em computador de uso diário, ou a cada três em máquina que trabalha pouco. Mas o calendário é o critério mais fraco. O sinal que importa é a temperatura subindo em tarefa que antes era leve — e isso pode acontecer em um ano ou demorar quatro, conforme a pasta usada, o calor do ambiente e as horas que a máquina roda por dia.

O que a pasta térmica faz

Entre o processador e o cooler existe um vão microscópico. Por mais lisas que as duas superfícies pareçam, elas se tocam em poucos pontos, e ar é um péssimo condutor de calor.

A pasta preenche esse vão. Ela não esfria nada sozinha: apenas entrega o calor do processador ao cooler, que então o joga para fora. Quando resseca, o contato piora, o calor fica preso no processador e a máquina começa a se defender reduzindo a própria velocidade.

Os sinais de que a sua venceu

Repare em quatro coisas:

A máquina esquenta em tarefa leve. Navegador aberto, uma planilha, e o cooler já acelera. Isso é o computador tentando compensar um contato térmico ruim.

O barulho começa cedo e não para. Ventoinha em rotação alta o tempo todo, mesmo sem nada pesado rodando.

O desempenho cai com o tempo ligado. Roda bem nos primeiros vinte minutos e piora depois. Você desliga, deixa esfriar, e volta a funcionar. Esse padrão é a assinatura mais confiável.

Desligamento sozinho. O sistema corta a energia ao chegar no limite de segurança. É o último aviso antes do estrago.

Em notebook, some a isso a base ficando quente demais para apoiar no colo e o ar saindo morno pela lateral.

O prazo, caso a caso

  • Desktop de escritório, uso diário: dois anos.
  • Desktop com uso leve, poucas horas por semana: três anos.
  • PC gamer ou máquina de edição: um ano e meio a dois, porque roda quente por muito mais tempo.
  • Notebook: dois anos. O espaço interno é apertado e o dissipador entope antes.
  • Máquina no chão, em casa com cachorro ou gato, ou perto de obra: um ano.

Vale juntar a troca de pasta com a limpeza interna. Uma coisa exige abrir a máquina; a outra aproveita a mesma abertura.

O que acontece se você não trocar

O primeiro efeito é perda de desempenho, e ele é silencioso. Processador quente reduz a própria frequência para se proteger, e você atribui a lentidão à idade da máquina.

O segundo é o desgaste. Componente que trabalha quente envelhece mais rápido: capacitores da placa, rolamento das ventoinhas e a própria bateria, no caso do notebook.

O terceiro é o desligamento repentino, que além de irritante coloca em risco o arquivo aberto e, com repetição, o sistema.

Placa de vídeo velha tem um agravante: as almofadas térmicas da memória também endurecem. Por isso, em PC gamer com três anos ou mais, a troca só da pasta do processador resolve metade do problema.

Quantos graus a troca costuma derrubar

Não existe número universal, porque depende de quanto a pasta antiga estava ressecada e de quanta poeira havia no dissipador. Na prática, a diferença aparece em dois lugares: na temperatura sob carga e no ponto em que o cooler começa a acelerar.

Peça a medição antes e depois, feita sob a mesma carga. É o único jeito honesto de saber o que você comprou. Na NSIT Services, essa comparação faz parte do serviço de limpeza e pasta térmica: você vê os dois conjuntos de números na tela, no fim da visita.

Guarde esses valores. Daqui a um ano, eles dizem se a máquina piorou de novo.

Dá para trocar sozinho?

Em desktop, dá, com cuidado. Você precisa de álcool isopropílico, pano que não solta fiapo, a pasta nova e paciência para soltar o cooler sem torcer. O erro mais comum é o excesso: pasta demais escorre e piora o contato. Uma porção pequena no centro, espalhada pela pressão do cooler, dá conta.

Em notebook, pense duas vezes. A desmontagem envolve dezenas de parafusos de tamanhos diferentes, cabos frágeis em conector de travinha e, em muitos modelos, remover a placa inteira. Cabo flat rompido custa mais que a visita.

Em placa de vídeo, o risco é ainda maior: a ordem de aperto dos parafusos importa, e as almofadas térmicas precisam ser repostas na espessura correta. Errar isso deixa a memória sem contato e a placa esquenta mais do que antes.

Perguntas frequentes

Pasta térmica cara faz diferença?

Faz pouca, em uso comum. A diferença entre uma pasta boa de mercado e uma pasta de topo costuma ser de poucos graus. A diferença entre pasta ressecada e pasta nova, aplicada direito, é muito maior. Aplicação vale mais que marca.

Preciso trocar a pasta do notebook novo?

Não. Máquina na garantia sai de fábrica com pasta em bom estado, e abrir o equipamento pode cancelar a cobertura do fabricante. Faça a limpeza externa das saídas de ar e deixe a troca para quando a garantia acabar ou os sinais aparecerem.

Limpeza sem troca de pasta adianta?

Adianta em parte. Tirar a poeira do dissipador melhora a saída do calor, mas se o contato com o processador está ruim, o calor nem chega lá direito. Feitas juntas, as duas coisas resolvem a maior parte dos casos de superaquecimento.

Quanto custa trocar a pasta térmica?

Na NSIT Services, entra na visita de R$ 390, junto com a limpeza interna, o diagnóstico e o ajuste do sistema, com 90 dias de garantia. O leva e traz está incluído no mesmo valor, com devolução em até 48 horas úteis.

O cooler da sua máquina já acelera com o navegador aberto? Fale com a gente pelo WhatsApp (11) 4280-5076.

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A equipe da NSIT ajuda a resolver e a prevenir problemas como esse. Fale com a gente.